Thursday, August 07, 2008

Propaganda é a Alma do Negócio

Hoje ao acordar cedo, liguei a TV para assistir o noticiário da manhã, num de seus intervalos percebi um comercial um tanto quanto indigesto. Fazia referência ao dia dos pais. Uma loja anunciava como brinde um jogo de churrasco para quem comprasse um aparelho de telefone celular. Até aí nada de anormal.
Após tal anúncio, uma cena rápida, em que dois pares de pais e filhos estavam sentados num mesmo banco e o pai feliz vangloriava-se de ter ganho um “presentão” – celular e jogo de churrasco -, de seu querido filho, questionando o outro pai logo após, sobre que presente seu respectivo filho lha havia dado. Não houve resposta, apenas uma mudança no foco da câmera, mostrando o filho envergonhado escondendo um humilde par de meias, na expressa intenção de desclassificar esse presente, como se o ato de presentear com uma lembrança barata fosse coisa indigna. Medindo a qualidade do filho pelo valor do presente.
Foi apenas um comercial comum, utilizando técnicas pavlovianas, como boa parte da propaganda, seja capitalista ou comunista – e nesse caso o feitiço deu um tapa na bunda do feiticeiro -.
O difícil de engolir é a quantidade de pessoas que embarcam despercebidas na onda de consumo, sem se perguntar o porquê, sem se dar conta de quanto ou sem refletir por um segundo na irracionalidade dos próprios atos.

2 comments:

said...

que bom que voltou a postar!

você já disse tudo sobre o assunto, nada a acrescentar aqui nos comentários. me veio a cabeça "A Promessa". Essa música também é uma boa síntese disso tudo.

abraço!

Aragon said...

valeu zé, tava meio parado mesmo.
Também pensei numa frase dessa música pro título.
Abraço.