Juvenal é ajudante de cartório, lugar onde começou trabalhar como oficebói aos 16 anos. Cresceu na vida é o orgulho da mãe, com quem coabita desde a concepção.
Juvenal tem um relógio digital com calculadora, que ganhou de presente de crisma do padrinho rico. Usa calça de linho, sapato mocassin e camisa pólo azul calcinha.
Na antiga enciclopédia que mamãe guarda na estante da sala está contida toda a inteligência do mundo, acredita Juvenal.
Em tempos de rebeldia teve uma vasta cabeleira.
Juvenal teve um amor um dia, mas ela o deixou porque Juvenal é Juvenal.
Dirigir é coisa pra louco, diz Juvenal, justificando seu temor ao trânsito.
Juvenal escreve coisas bonitas retratando lugares onde nunca esteve e situações que nunca passou. Todo dia, durante o cair da tarde, após largar o ofício, ele e sua inseparável caneca abastecida de nescau com bolacha, trazida pela mãe, estão em frente ao micro escrevendo suas sábias palavras bem providas de graciosidade.
Juvenal é defensor do bom, do belo e do justo, odeia pobres, é anti-esquerda, mesmo a moderada, e acredita que o presidente dos Estados Unidos da América é o novo messias.
E mais, Juvenal nunca está errado, pois tem como cicerones os homens mais inteligentes da face da terra. Aqueles lá da enciclopédia.
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3 comments:
Baal é um espírito antigo, alguns interpretam como força malígna, vai contra os princípios do Juvenal (geralmente defensor do bom e do belo), além de rimar... rs
poético, meu amor.
rs
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