Thursday, October 19, 2006

E agora, quem é burro?

Muitas vezes tenho visto pessoas declarando seu asco por pessoas burras ou ignorantes. Isso me soa um tanto quanto vago. O conceito de burrice é relativo (como a maioria das coisas).
O que é a tal da Burrice? Ou então, o que é um cara burro?
Sei lá, a pergunta é capciosa. Da maneira como você responder vai incorrer na possibilidade de se parecer um cretino, mais burro do que o burro a que se refere.
Burro é o que não sabe a gramática? Que vai mal nos estudos? Que não entende de política? Aquele que não compartilha do mesmo gosto que você? Quem garante que o seu gosto seja o mais inteligente e sofisticado?
Poderia dizer que burro pra mim é aquele que tem um pensamento inversamente proporcional ao meu (acho que esse deve ser o conceito tradicional), por eu achar que tenho o bom senso necessário, aliás notem, quase todos acham que tem o bom senso necessário. O bom senso deve ser a coisa mais bem distribuida do mundo.
Sou da opinião que só escapa da burrice aquele que deixa a prepotência de lado e se da conta de que não tem bom senso suficiente pra ser o dono de todas as razões e verdades e assume que é passível de cometer erros bobos, mas ao ver que razão não lhe assiste, muda a tempo o prumo de sua opinião fragilizada. Ao meu ver, esses são os únicos seres que escapam à burrice, não são muitos e nem precisam ser tão aculturados quanto aqueles que o julgam ignorantes.

Tuesday, October 17, 2006

Eu não tô interessado em nenhuma teoria

A idéia que não se torna palavra é inútil, a palavra que não se torna ação é inútil”
Essa frase me chamou a atenção, foi retirada do livro “Despertar dos Mágicos” (Bergier e Pauwels), muito se pode extrair dessa premissa aparentemente básica, mas de significação muito grande e precisa.
Ela põe a ação em seu devido lugar de merecimento, num patamar elevado, frente aos devaneios e papagaiagens dos homens covardes. Mostra como é mais fácil satisfazermo-nos de idéias e de palavras do que fazer qualquer coisa com as próprias mãos, com a nossa dor e a nossa fadiga, no silêncio e na solidão, é mais cômodo procurar um refúgio no pensamento chamado "puro", do que batermo-nos corpo a corpo contra o peso e as trevas da matéria.
De uns tempos pra cá transitei entre idéias, palavras e chego agora às ações, nessa época de mudanças percebo que só elas tem importância real e só por elas é que se pode chegar ao ponto onde pensamos e falamos que podemos. Como já dizia Belchior: “Eu não tô interessado em nenhuma teoria, nessas coisas do oriente, romances astrais, minha alucinação é suportar o dia a dia, meu delírio é experiência em coisas reais.”

Voltei

Comecei com esse negócio de blog em abril, deixei de lado, ia fazer outro devido ao ostracismo do presente, mas decidi tirar esse do desterro, foi mais prático.
Bom, de lá pra cá vi que 12 desocupados visualizaram meu perfil (rs).